Você não precisa de orçamento, ferramenta ou consultor para começar a entender a sua presença em IA. Precisa de uma hora, acesso a um ou dois assistentes, e as perguntas certas — sobre o mundo externo (o que a IA diz) e sobre a sua própria operação (o que você está ou não fazendo). Este é um diagnóstico em vinte perguntas, dividido em quatro blocos. Responda com honestidade; o desconforto é o ponto.
Bloco 1: o que a IA diz sobre você
1. Quando você pergunta "quais as melhores empresas de [seu setor]?", a sua marca aparece?
2. A IA descreve corretamente o que a sua empresa faz, ou erra/confunde com outra?
3. O preço ou modelo comercial que a IA menciona sobre você está atualizado?
4. Quando a IA fala da sua marca, o tom é positivo, neutro ou tem ressalvas?
5. A IA cita alguma informação sobre você que já não é verdade (uma fase antiga, um recurso descontinuado)?
Bloco 2: como você se compara
6. Numa pergunta de recomendação do setor, você aparece antes ou depois dos concorrentes?
7. No confronto direto "[concorrente] ou [você]?", de que lado a IA pende?
8. Você aparece como alternativa quando alguém pergunta por opções ao líder do mercado?
9. Existe algum concorrente que aparece em quase tudo enquanto você some?
10. A IA atribui a você um diferencial claro, ou te descreve de forma genérica?
Bloco 3: a consistência entre canais e modelos
11. A sua presença muda muito de um modelo para outro (forte num, ausente noutro)?
12. A informação sobre você é a mesma no seu site, nos seus perfis e no que a IA diz?
13. As suas páginas principais respondem perguntas reais ou só descrevem a empresa?
14. A sua proposta de valor está em texto claro, ou depende de imagem/vídeo/design?
15. O seu conteúdo de referência está atualizado, ou foi publicado e abandonado?
Bloco 4: a sua maturidade de medição
16. Alguém na sua empresa consegue responder, com dados, "como a IA fala da gente?"
17. Você tem um baseline — um retrato registrado da sua presença num momento definido?
18. Você sabe quais fontes de terceiros alimentam o que a IA diz sobre você?
19. Você acompanha como essa presença muda ao longo do tempo, ou só checa de vez em quando?
20. Se a IA começasse a descrever sua marca de forma errada amanhã, quanto tempo levaria para você descobrir?
Como interpretar as suas respostas
Não há uma nota a calcular. O valor está nos padrões. Se você travou nas perguntas do Bloco 1, tem um problema de presença ou acurácia que precisa de diagnóstico antes de ação. Se as do Bloco 2 doeram, há uma frente competitiva sendo perdida sem você acompanhar. Se as do Bloco 3 expuseram inconsistências, você tem ganhos rápidos disponíveis — são erros sob o seu controle direto. E se você não conseguiu responder quase nada do Bloco 4, esse é o lugar para começar: você está operando no escuro.
A pergunta 20 costuma ser a mais reveladora. "Quanto tempo até você descobrir um erro?" Para a maioria das empresas, a resposta honesta é "talvez nunca, ou só quando um cliente reclamar". Numa era em que a IA fala da sua marca em escala, com a confiança que os usuários depositam nela, esse ponto cego é caro.
Rodar essas vinte perguntas na mão, hoje, já é um avanço enorme — tira a sua presença em IA do reino do "acho que" para o do "vi com meus olhos". Transformar esse diagnóstico pontual em acompanhamento contínuo, em todos os modelos, com baseline e alertas, é o passo seguinte. É exatamente o trabalho que a Genoma automatiza, para que a resposta da pergunta 20 deixe de ser "talvez nunca" e passe a ser "no mesmo dia".